O último inimigo

O livro de Eclesiastes, escrito por Salomão, possui suas peculiaridades. Salomão, um dos homens mais sábios e ricos da terra, apesar de ter escrito este livro, aplicou pouco de seus ensinamentos em sua própria vida. Como rei de Israel, desfrutou das muitas possibilidades que sua riqueza e posição lhe proporcionavam. Ele viveu uma vida de prazer, desfrutando de comida, bebida e riquezas, diferentemente de seu pai, que foi um homem de guerra.

Ao final da vida, Salomão escreveu Eclesiastes, refletindo sobre a futilidade de muitas de suas buscas. Ele nos adverte sobre a imprevisibilidade da vida, que muitas vezes foge aos nossos planos. Como uma vez que fui para a igreja e acabei voltando com um gato – uma surpresa totalmente imprevista. Tenho certeza de que cada um de vocês já experimentou imprevistos semelhantes em suas vidas.

Eclesiastes nos leva a refletir sobre a imprevisibilidade da vida e nos lembra de que, no final, todos enfrentaremos o último inimigo: a morte. Salomão adverte contra buscar apenas prazeres passageiros e ilusórios, como riquezas materiais ou prazeres sensuais. Ele nos encoraja a desfrutar das dádivas simples da vida – boa comida, boa bebida e desfrutar do amor daqueles ao nosso redor.

Enquanto muitos seguem o caminho da busca incessante por prazeres mundanos, Salomão nos lembra de encontrar alegria nas coisas simples e de colocar nossa esperança em Deus. Pois, ao final, todos enfrentaremos a morte, e apenas em Deus encontraremos verdadeira paz e esperança. Devemos buscar viver nossas vidas de maneira que honre a Deus, confiando nele para nossa esperança, tanto na vida quanto na morte.

Portanto, convido vocês a refletirem sobre onde estão colocando sua esperança e a viverem suas vidas de maneira que honre ao Senhor. Que Deus nos ajude a encontrar alegria nas coisas simples da vida e a depositar nossa esperança Nele, sabendo que Ele é Senhor tanto dos vivos quanto dos mortos.