A carta de Filipenses nos ensina muito sobre a origem e o percurso das nossas emoções, e como elas se materializam em nossos comportamentos, transformando a nossa realidade. É importante entender, à luz do padrão do Reino de Deus, como geramos nossos pensamentos. Filipenses 4:8 diz:
“Pensem em tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é admirável, pensem no que é excelente ou digno de louvor.”
Imagine viver em uma sociedade onde todos se concentram nesses tipos de pensamentos. Seria um ambiente de louvor, nobreza, verdade e excelência. Paulo, ao escrever aos Filipenses, nos convida a um novo modo de pensar, direcionando nossos pensamentos para as coisas do alto, coisas dos céus. Quando nos concentramos em tudo que é nobre, amável, correto, puro, admirável, excelente e digno de louvor, nossa realidade muda.
Muitas vezes, as pessoas não conseguem vencer certas estruturas de medo em suas vidas porque não estabelecem um novo modo de pensar. Paulo exorta a igreja a um novo modo de pensar para acessar a nobreza e a abundância do Reino dos Céus. Isso implica em um desafio ao nosso mundo interior, confrontando nossa natureza pecadora.
Paulo nos ensina que precisamos despir o velho homem, corrompido pelo pecado, e nos revestir do novo homem, renovado no Espírito. Isso significa que precisamos ser limpos pelo Espírito Santo. Quando enfrentamos nossos medos, precisamos olhar para dentro de nós mesmos, encontrar o nascedouro do medo, e confrontá-lo com as verdades da Palavra de Deus.
Vivemos em uma época de grande adoecimento mental. Muitos pais, por exemplo, enfrentam a perda de empregos e empresas, e se perguntam onde encontrar solução. Muitas vezes, procuramos soluções em nós mesmos e encontramos um fim de estrada, um precipício. O convite de Paulo é para pensarmos nas coisas do alto, concentrando-nos no que Deus tem para nós.
Quando nos concentramos nas coisas criadas por nós mesmos, encontramos um fim. Deus nos desafia a enfrentar nosso mundo interior. Como lidamos com o medo revela muito sobre nós e nossas relações. O medo não pede licença, ele ocupa os espaços que criamos para ele. Exemplo clássico são as crianças de 0 a 6 anos. Se os pais constantemente expressam medo, essas crianças crescerão com medo, limitadas por essas construções.
O medo se infiltra nos espaços que criamos, como água fluida que encontra seu caminho. Precisamos vasculhar nosso mundo interior, permitindo que o Espírito Santo nos mostre as raízes de nossos medos. Muitas vezes, enfrentamos dificuldades em relacionamentos e trabalho porque o medo nos impede de nos lançar plenamente.
Os israelitas, ao espiar a Terra Prometida, exemplificam o impacto do medo. Dos doze espias, dez trouxeram um relatório de medo, enquanto apenas dois, Josué e Calebe, confiaram em Deus e encorajaram o povo a tomar posse da terra. Os dez espias disseram que se sentiam como gafanhotos diante dos gigantes da terra, projetando seu medo e inferioridade.
Da mesma forma, muitos de nós enfrentamos desafios, sentindo-nos pequenos e incapazes. Podemos nos sentir como gafanhotos diante de grandes responsabilidades ou novos papéis. O problema surge quando assumimos que os outros também nos veem dessa forma. Precisamos lembrar das grandes coisas que Deus já fez por nós e deixar que essa lembrança nos fortaleça.
Deus já fez grandes coisas em nossas vidas. Precisamos trazer essas memórias à tona para enfrentar nossos medos. Paulo nos lembra de pensar nas coisas do alto, nas coisas amáveis e dignas de louvor. Assim como Davi lembrou-se de suas vitórias passadas para enfrentar Golias, precisamos lembrar das nossas vitórias para enfrentar nossos medos atuais.
O medo não pede licença, ele ocupa os espaços que criamos para ele. Precisamos enfrentar nossos medos com a Palavra de Deus, lembrando das vitórias passadas e confiando que Deus nos capacitará para superar qualquer desafio. Que possamos ter uma mentalidade de crescimento, confiando nas promessas de Deus e enfrentando nossos medos com coragem e fé.