Olhe para frente

Quais são as suas referências? Antes, as pessoas que te inspiravam talvez te levavam por um caminho, mas agora, quem são essas referências e para onde elas estão te levando? As referências que você segue contribuem para o lugar onde você deseja ir? Não é incomum nos perdermos neste ponto, porque somos constantemente bombardeados por novas referências. O mundo nos impulsiona a buscar algo além, algo fora, e nunca estamos satisfeitos. Queremos uma referência, chegamos lá e logo surge outra.

Alguém compra uma BMW, e o amigo compra um iate, e assim por diante. É uma busca eterna, pois essas referências estão sempre um passo à frente. Talvez o projeto que Deus colocou em seu coração tenha feito sentido no começo, mas durante a jornada, a referência mudou sutilmente, desviando o caminho. É como um gráfico de juros compostos: no começo, a mudança é imperceptível, mas ao longo do tempo, o desvio se torna enorme.

Quando olhamos para o evangelho, vemos muitas pessoas que começaram bem, tiveram grandes testemunhos, mas se perderam pelas seduções do mundo. A pergunta é: para onde o seu caminho está te levando? Em Filipenses 3:17, Paulo dá um imperativo claro: “Irmãos, sejam meus imitadores e observem os que vivem segundo o exemplo que temos dado a vocês.” Paulo orienta os irmãos a imitá-lo porque ele imitava Cristo. Ele era digno de ser seguido porque Jesus transformou sua vida.

Podemos olhar para nossas vidas e perguntar: em quais áreas podemos ser referência para os outros? Como pais, maridos, esposas, filhos, podemos dizer “seja meu imitador”? O chamado de Cristo é para sermos parecidos com Ele, para que as pessoas vejam Cristo em nós. Paulo continua dizendo em Filipenses 3:18-19 que muitos são inimigos da cruz de Cristo, focados nas coisas terrenas.

Para nos tornarmos inimigos da cruz, não precisamos de muito. Podemos ser inimigos da cruz mesmo frequentando cultos e pequenos grupos, se nosso deus for nosso ventre. O verdadeiro inimigo da cruz é aquele cujo foco está nas coisas terrenas, e não em Cristo. A perda da referência de Jesus é o que nos torna inimigos da cruz. O amor pelas coisas terrenas nos desvia do caminho de Cristo.

O chamado de Deus, desde Gênesis até Apocalipse, é nos levar a um encontro com Jesus através da cruz. Devemos permitir que Cristo seja nossa maior satisfação, nossa referência. Mesmo as boas coisas que Deus nos dá, como família e carreira, não devem se tornar ídolos. Paulo alerta sobre perder a fascinação por Cristo e substituir essa fascinação por coisas terrenas.

Em Filipenses 3:20-21, Paulo nos lembra que nossa pátria está nos céus. Devemos viver com a expectativa dessa pátria celestial, não permitindo que as satisfações terrenas nos desviem. As satisfações terrenas são insignificantes comparadas à eternidade com Cristo. A busca pelo evangelho deve ser constante, e nosso maior desejo deve ser encontrar Cristo face a face.

Como seria nossa vida se nos importássemos mais com as coisas dos céus? Se nossas carreiras, oportunidades e esforços fossem feitos com a eternidade em mente, reconhecendo que tudo nesta vida é passageiro? Precisamos buscar a Cristo como nossa maior referência, acima de todas as coisas.

Para refletir e praticar, temos três pontos:

  • 1. Quais são os caminhos que estão à sua disposição hoje? Mesmo em momentos difíceis, Deus sempre nos dá boas oportunidades.
  • 2. Quais desses caminhos estão tirando o seu olhar de Cristo? Identifique o que está desviando você de Deus.
  • 3. Lembre-se, para sermos inimigos da cruz, precisamos apenas amar as coisas terrenas.

Não é necessário cometer grandes pecados, basta colocar nosso amor nas coisas do mundo. O convite é pedir perdão a Deus, reconhecendo que muitas vezes somos inimigos da cruz. Mas, graças ao Espírito Santo, temos a oportunidade de nos arrepender e realinhar nossas referências em Cristo. Não há nada comparável à satisfação plena que encontraremos em Cristo.

Coloque sua referência em Jesus. Se você tem se perdido, reflita sobre o que está desviando você do caminho de Cristo e busque uma transformação real. Que sejamos novamente chamados amigos da cruz, colocando Cristo como nossa maior satisfação e referência.