Seja um promovedor de paz

Romanos 12:14-21 nos desafia a promover a paz, mesmo diante do mal. “Abençoem aqueles que os perseguem, abençoem e não amaldiçoem”, diz o texto. Por exemplo, em vez de responder à injustiça com vingança, somos chamados a vencer o mal com o bem. Assim, o evangelho nos convida a uma postura sobrenatural, que transcende nossa natureza impulsiva.

Vivemos em um mundo onde o desejo de estar certo domina. De fato, quantas vezes buscamos justiça com base no orgulho, querendo provar nossa razão? No entanto, Paulo nos exorta a deixar a ira com Deus, confiando em Sua justiça perfeita. Ou seja, promover a paz não é ceder ao conflito, mas escolher a mansidão e o domínio próprio, frutos do Espírito.

A Trégua de Natal de 1914 ilustra isso vividamente. Em outras palavras, soldados inimigos, em meio à Primeira Guerra Mundial, cantaram juntos e compartilharam momentos de humanidade. Por isso, somos desafiados a refletir: como podemos trazer paz aos nossos campos de batalha diários, como lares ou trabalhos? Portanto, a resposta está em abandonar o ego e confiar na soberania de Deus.

A justiça humana, movida por ira, é falha. Em contrapartida, a justiça divina nos guia a perdoar, a alimentar o inimigo e a viver em harmonia. Assim, promover a paz começa com a decisão de refletir Cristo, que escolheu a obediência em vez da retaliação.

Promover a Paz: Mansidão e Domínio Próprio

Promover a paz exige mansidão e domínio próprio, virtudes que desafiam nossa natureza. Por exemplo, em Romanos 12:18, Paulo diz: “Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todos”. Ou seja, a paz não é passividade, mas uma escolha ativa de controlar emoções e reações. Assim, somos chamados a refletir o caráter de Cristo.

Quantas vezes reagimos impulsivamente, movidos por orgulho? De fato, em casa, discussões sobre coisas simples, como louça na pia, revelam nossa falta de mansidão. No entanto, a mansidão não é fraqueza; é ter poder e escolher não usá-lo para o mal. Por isso, Jesus, no Getsêmani, submeteu Sua vontade a Deus, mesmo enfrentando a cruz.

Histórias bíblicas, como a de Moisés, mostram as consequências de agir sem domínio próprio. Em outras palavras, ao matar um egípcio por impulso, ele enfrentou 40 anos no deserto. Portanto, promover a paz exige que reconheçamos nossas emoções sem deixar que elas nos dominem. Assim, o Espírito nos capacita a responder com graça, não com ira.

A vida de Jesus é o maior exemplo. Ou seja, mesmo sendo Deus, Ele escolheu a humildade, suportando injúrias sem revidar. Por isso, somos desafiados a ser previsíveis em nossa mansidão, mostrando paz em vez de caos, mesmo quando provocados.

O Chamado a Ser Pacificador

Ser pacificador é um chamado sobrenatural. Romanos 12:20 diz: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer”. Por exemplo, isso vai contra nosso instinto de retaliar. Assim, promover a paz significa perdoar o imperdoável, como Deus fez conosco. De fato, C.S. Lewis resume: “Ser cristão é perdoar o indisculpável, porque Deus perdoou o indisculpável em você”.

No dia a dia, o orgulho nos impede de perdoar. No entanto, em nossos relacionamentos mais próximos, como em casa, a falta de mansidão cria “mini caos”. Ou seja, discussões triviais, como sobre tarefas domésticas, revelam nossa dificuldade em controlar impulsos. Por isso, o evangelho nos chama a deixar a justiça com Deus e viver em harmonia.

A Trégua de Natal de 1914 nos lembra que a paz é possível, mesmo em conflitos intensos. Em outras palavras, soldados compartilharam humanidade em meio à guerra, mas o ego logo retomou o controle. Portanto, somos desafiados a romper esse ciclo, escolhendo a paz em vez da vingança, mesmo quando injustiçados.

Ser pacificador exige humildade. Por exemplo, reconhecer quando erramos e pedir perdão é um ato de coragem. Assim, o Espírito Santo nos constrange a abandonar o orgulho, promovendo paz onde há discórdia. Ou seja, nossa transformação interna reflete a justiça de Deus em nossas ações.

Vencendo o Mal com o Bem

Promover a paz é vencer o mal com o bem, como Romanos 12:21 ensina. Por exemplo, Jesus, mesmo injustiçado, escolheu a cruz, mostrando que a verdadeira paz vem da obediência a Deus. Assim, somos chamados a viver de forma sobrenatural, refletindo o fruto do Espírito em nossas ações diárias.

O mundo valoriza a justiça humana, que busca retaliação. No entanto, essa justiça é movida por orgulho e ira, como vemos em histórias de vingança ou debates acalorados. De fato, quantas vezes, em casa, reagimos com raiva por pequenas falhas, como um combinado não cumprido? Por isso, o evangelho nos desafia a responder com graça.

A promessa de Romanos 12 é que a justiça de Deus prevalecerá. Em outras palavras, não precisamos ser juízes do mundo; Deus cuidará disso. Portanto, promover a paz significa confiar na soberania divina, perdoando e amando mesmo aqueles que nos ferem. Ou seja, é um chamado a refletir o amor de Cristo.

Um dia, na pátria celestial, não precisaremos lutar por mansidão ou domínio próprio. Enquanto isso, somos transformados pelo Espírito para viver como pacificadores. Assim, ao perdoar, evitar contendas e agir com humildade, mostramos ao mundo que a verdadeira paz vem de Deus.