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Um grande abismo

Um grande abismo nos separa, e essa realidade precisa ser encarada com coragem e sinceridade. No capítulo 16 do Evangelho de Lucas, a partir do verso 19, Jesus nos apresenta uma parábola que, para mim, trouxe uma profunda reflexão e uma transformação no coração. Essa história revela um abismo que não é apenas físico, mas espiritual, existencial, um divisor entre duas realidades eternas. Para começar, é importante perceber que mesmo os grandes poderes deste mundo, representados no texto pelo personagem do rico, não escapam da morte. Recentemente, um evento marcante e cheio de simbolismo me chamou a atenção: a morte e sepultamento do Papa Francisco. Ele foi o líder espiritual máximo da Igreja Católica, um homem que simbolizava autoridade, poder e influência mundial. O sepultamento

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Constrangidos

Vivemos em uma sociedade onde a palavra “constrangimento” está muitas vezes associada à vergonha, ao desconforto, à exposição pública de algo que preferiríamos manter oculto. Mas e se, à luz do evangelho, constrangimento tivesse outro significado? E se, em vez de vergonha, fosse uma força que nos impulsiona? Essa é a provocação central de 2 Coríntios 5:14, onde Paulo declara: “Pois o amor de Cristo nos constrange”. Esse constrangimento não nos envergonha — nos transforma. A primeira pergunta que precisamos nos fazer é: quando foi a última vez que o amor de Deus te constrangeu? Quando foi que você parou o que estava fazendo porque o Espírito Santo te interrompeu? Talvez Ele tenha sussurrado no seu coração: “Vá lá e peça perdão”, “Vá lá e

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Transformado ou enganado

Talvez uma das perguntas mais importantes da nossa geração não seja apenas se dizemos que fomos transformados, mas se de fato vivemos essa transformação — e, mais ainda, se ela impacta positivamente os que estão ao nosso redor. Vivemos tempos em que é fácil afirmar algo com palavras, mas difícil confirmar com ações. O grande desafio da nossa fé é romper com a superficialidade. A superficialidade é aquela camada que encobre, que nos impede de ver o fundo, de mergulhar na essência. É como quando olhamos uma piscina, um lago, o mar: se ficamos apenas na superfície, enxergamos pouco. Para ver o que realmente está ali, é preciso mergulhar. Richard Foster, em seu livro sobre disciplinas espirituais, escreveu que a superficialidade é a maior maldição

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O olho que tudo vê

O olho que tudo vê é uma figura antiga, que atravessa séculos e culturas, e ainda hoje se apresenta em símbolos que muitas vezes ignoramos. Está, por exemplo, estampado na nota de um dólar americano. Se você tem uma nota de um dólar – o que é raro hoje em dia, já que a maioria anda com as de cem – vai encontrar essa imagem: um olho dentro de uma pirâmide. Esse símbolo, profundamente ligado à Maçonaria, representa o “olho que tudo vê”, um símbolo da pré-ciência e onisciência de Deus, aquele que tudo observa. A pirâmide em si carrega ainda outros significados. Os 13 andares representam as 13 colônias que formaram os Estados Unidos. Há ali um testemunho histórico e espiritual, que liga o

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